terça-feira, 23 de julho de 2013

O PAPO É O PAPA. A visão das televisões

.

Análise: O papa é pop na Globo

e criticado na Record; 

canal católico vende recordação

NELSON DE SÁ
DA UOL DE SÃO PAULO

 
Ligada à Universal, a Record repisou exaustivamente as cenas "exclusivas" de um ataque de tubarão em Recife, para não abrir as câmeras ao papa Francisco. Recorreu também a uma interminável viagem de trem por Maranhão e Pará, no "Jornal da Record".
Quando entrou no assunto, afinal, aproveitou para anotar que manifestantes "reclamam do posicionamento da Igreja Católica sobre o aborto", destacando que no Uruguai, após a legalização, nenhuma mulher morreu do procedimento. Não é a primeira vez que a rede evangélica apela ao aborto para questionar a igreja concorrente.
Por outro lado, a Globo relatou com sorrisos largos a passagem pelas ruas do Rio, que deixou os fiéis "encantados com a simplicidade do santo padre", na locução do "Jornal Nacional".
"O papa é pop", dizia uma entrevistada. "Ele é gente como a gente", acrescentava outro. "A cada esquina ele faz novos amigos", ecoava o próprio repórter. O tom só mudou um pouco ao abordar o "confronto" entre manifestantes e policiais.
Ao longo de tarde e noite na Globo News, além dos padres comentaristas que dão ao canal de notícias um tom católico quase oficial, a apresentadora Leilane Neubarth anunciou a certa altura que o papa Francisco alcançou o que buscava: "Todos os corações já estão abertos para ele".
Entre as emissoras católicas, a Rede Vida foi mais sóbria, como é característica sua.
Já a carismática Canção Nova, entre pedidos de doação de dinheiro e até ouro nos intervalos, inclusive um que oferecia foto de Francisco em troca de R$ 20, avisou que quem assistisse às transmissões podia "lucrar com indulgências".
Explicou serem "graça de Deus" para os vivos ou para quem enfrenta "a purgação final no purgatório".
Das redes nacionais, a que abriu mais espaço à chegada do papa ao Rio foi a Band. José Luiz Datena narrou ao vivo no "Brasil Urgente", entre brincadeiras mais ou menos respeitosas, o congestionamento enfrentado por Francisco na avenida Presidente Vargas.
A seu lado, o filósofo Mário Sérgio Cortella, da PUC-SP, era chamado para comentar não só "o desprendimento desse argentino humilde", no dizer do apresentador, mas se os carros da comitiva "erraram o caminho".

 

FONTE: 




quinta-feira, 18 de julho de 2013

Confesso que não sabia. e VOCÊ, sabia???



Papel alumínio
O papel alumínio é largamente utilizado na gastronomia, mas na grande maioria das vezes isto acontece de forma incorreta. Vejo pessoas usando-o direto nos mais variados pratos e, também, em seu dia-a-dia.

É que os usuários tendem a colocar o lado brilhante virado para fora, pois deixa o visual do prato mais bonito.

O lado mais brilhante é assim porque recebe um polimento para criar uma barreira ao contato direto do alumínio com o alimento e, por conseguinte a liberação do alumínio para a nossa receita. Tínhamos que chamar o prato assim, por exemplo: “Picanha com alumínio”, pois o alumínio entrará como um algoz invisível na receita.

Esta proteção, o polimento, só não acontece dos dois lados, pois é um processo caro que inviabilizaria a comercialização do mesmo.

O alumínio é altamente tóxico e é comprovadamente o responsável por complicações gerais no funcionamento do nosso organismo e um grande alavancador do Mal de Alzheimer, inclusive fomentando sua aparição precoce.

Como usá-lo?

Além de usá-lo com o lado brilhante voltado para o alimento, deve-se evitar dar mais de uma volta no alimento, pois na segunda volta em diante os líquidos que gravitarem entre as camadas serão poluídos com o alumínio e voltarão impiedosamente para a nossa receita.
Assim é importante fazer a finalização em forma de trouxa que deve ficar situada na parte superior, para evitar esta comunicação dos caldos do alimento com a parte ruim do papel-alumínio.

Sobre as panelas de alumínio

Na minha cozinha é expressamente proibida a areação de panelas na parte de dentro, pois quando isto acontece, toda vez que cozinhamos algo estamos também incorporando o temível alumínio à nossa receita.

Quando isto acontece por alguma pessoa desavisada ou quando a panela ou caneca é nova, fervo algumas cascas de ovo na panela cheia de água, para elas liberarem o carbonato de cálcio, que vão impermeabilizar nossa panela, dando a segurança que necessitamos para nós mesmos e para as pessoas que mais amamos; nossa família e nossos amigos.


Ricardo Penna/Penninha, escritor e consultor gastronômico, 11/2012.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Entenda a letra da música “Chão de Giz” de Zé Ramalho


POR: Gislaine Lima ÀS 02:05

Você já parou alguma vez na vida para tentar entender esta música tão complexa? Zé Ramalho consegue ser um dos poucos cantores que compõe músicas com alto repertório (de difícil entendimento) e mesmo assim agrada o gosto popular. Consegue transmitir sentimentos.
Hoje no carro ouvindo Chão de Giz, decidi prestar atenção na letra e bateu a curiosidade de conhecer a verdadeira história da música. De entendê-la! Descobri e achei bacana compartilhar com vocês. Vale a pena a leitura!
Explicação dada, em tese, pelo próprio compositor, O GRANDE POETA ZÉ RAMALHO, sobre Chão de Giz:
Ainda jovem, o compositor teve um caso duradouro com uma mulher bem mais velha que ele, casada com uma pessoa bem influente da sociedade de João Pessoa, na Paraíba, onde ele morava. Ambos se conheceram no carnaval. Zé Ramalho ficou perdidamente apaixonado por esta mulher, que jamais abandonaria um casamento para ficar com um “garoto pé -rapado”. Ela apenas “usava-o”. Assim, o caso que tomava proporções enormes foi terminado. Zé Ramalho ficou arrasado por meses, mudou de casa, pois morava perto da mulher e, nesse meio tempo, compôs Chão de giz.
Sabendo deste pequeno resumo da história, fica mais fácil interpretar cada verso da canção. Vamos lá!
“Eu desço desta solidão e espalho coisas sobre um chão de giz”
Um dos seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz indica como o relacionamento era fugaz.
“Há meros devaneios tolos, a me torturar”
Devaneios e lembranças da mulher que não o amou. O tinha como amante, apenas para realizar suas fantasias. Quando e como queria.
Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúdes”
Outro hábito de Zé Ramalho era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembrem-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais.
“Eu vou te jogar num pano de guardar confetes”
Pano de guardar confetes são balaios ou sacos típicos das costureiras do Nordeste, nos quais elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, Zé diz que vai jogar as fotos dela nesse tipo de saco e, assim, esquecê-la de vez.
“Disparo balas de canhão, é inútil, pois existe um grão-vizir”
Ele tenta ficar com ela de todas as formas, mas é inútil, pois ela é casada com um homem muito rico.
“Há tantas violetas velhas sem um colibri”
Aqui ele utiliza de uma metáfora. Há tantas violetas velhas (Como ela, bela, mas velha) sem um colibri (um jovem que a admire), dessa forma ele tenta novamente convencê-la apelando para a sorte – mesmo sendo velha (violeta velha), ela pode, se quiser, ter um colibri (jovem).
“Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus”
Este verso mostra a dualidade do sentimento de Zé Ramalho. Ao mesmo tempo que quer usar uma camisa de força para se afastar dela, ele também quer usar uma camisa de vênus para transar com ela.
“Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro”
Novamente ele invoca a fugacidade do amor dela por ele, que o queria apenas para “gozar o tempo de um cigarro”. Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela um profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro.
“Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom”
Para quê beijá-la, se ela quer apenas o sexo?
“Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez…”
Novamente ele resolve ir embora, após constatar que é impossível tentar algo sério com ela. Entretanto, apaixonado como está, vai novamente à lona – expressão que significa ir a nocaute no boxe, mas também significa a lona do caminhão, com o qual ele foi embora – ele teve que sair de casa para se livrar desse amor doentio.
“Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar”
Amor inesquecível, que acorrenta. Ela pisava nele e ele cada vez mais apaixonado. Tinha esperanças de um dia ser correspondido.
“Meus vinte anos de ‘boy’ – that’s over, baby! Freud explica”
Ele era bem mais novo que ela. Ele era um boy, ela era uma dama da sociedade. Freud explica um amor desse (Complexo de Édipo, talvez?).
“Não vou me sujar fumando apenas um cigarro”
Depois de muito sofrimento e consciente que ela nunca largaria o marido/status para ficar com ele, ele decide esquecê-la. Essa parte ele diz que não vai se sujar transando mais uma vez com ela, pois agora tem consciência de que nunca passará disso.
“Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval”
Eles se conheceram em um carnaval. Voltando a falar das fotos dela, que iria jogar em um pano de guardar confetes, ele consolida o fim, dizendo que já passou seu carnaval (fantasia), passou o momento.
“E isso explica porque o sexo é assunto popular”
Aqui ele faz um arremate do que parece ter sido apenas o que restou do amor dele por ela (ou dela por ele): sexo. Por isso o sexo é tão popular, pois apenas ele é valorizado. Ela só queria sexo e nada mais.
“No mais, estou indo embora”
Assim encerra-se a canção. É a despedida de Zé Ramalho, mostrando que a fuga é o melhor caminho e uma decisão madura. Ele muda de cidade e nunca mais a vê. Sofreu por meses, enquanto compôs a música.


zc3a9
fontre
 http://www.insoonia.com/entenda-a-letra-da-musica-chao-de-giz-de-ze-ramalho/

sábado, 13 de julho de 2013

PRA REFLETIR!



 
 
Chico Buarque define solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto e circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.
Francisco Buarque de Holanda (Poeta, compositor e cantor)
 “Já não corro mais atrás de ninguém porque simplesmente entendi que não vale a pena. Seja uma amizade ou um amor. Se a pessoa é digna de você ela nunca estará nem a frente nem atrás, ela estará sempre do seu lado. Se você tem que correr atrás, então é porque a pessoa está fugindo de você. Sinceramente? Não vale a pena querer quem não nos quer! O mundo gira, tudo muda o tempo todo e tudo se renova, inclusive as pessoas de nossa vida. Apenas espere pelo melhor e saiba reconhecê-lo quando ele estiver do seu lado. Se tiver de ser será, e se for verdadeiro volta.” (Anônimo)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

FRASES MAIS MENTIROSAS DA HUMANIDADE!!!

 
ADVOGADO: - Esse processo é rápido.
AMBULANTE: - Qualquer coisa, volta aquí que a gente troca.
ANFITRIÃO: - Já vai? Ainda é cedo!
ANIVERSARIANTE: - Presente? Sua presença é mais importante...
ASSISTÊNCIA TÉCNICA: - Foi o carvão do motor e problema de pico na fonte.
BÊBADO: - Sei perfeitamente o que estou dizendo.
CASAL SEM FILHOS: - Visite-nos sempre; adoramos suas crianças.
CORRETOR DE IMÓVEIS: -Em 6 meses colocarão: água, luz e telefone.
DELEGADO: - Tomaremos providências.
DENTISTA: - Não vai doer nada.
DESILUDIDA: - Não quero mais saber de homem.
DEVEDOR: - Amanhã, sem falta!
ENCANADOR: - É muita pressão que vem da rua.
FILHA DE 19 ANOS: - Dormi na casa de uma colega.
FILHO DE 19 ANOS: - Antes das 11 estarei de volta.
GERENTE DE BANCO: -Trabalhamos com as taxas mais baixas do mercado.
INIMIGO DO MORTO: - Era um bom sujeito.
JOGADOR DE FUTEBOL: - Vamos continuar trabalhando e forte..
LADRÃO: - Isso aqui foi um homem que me deu.
LOCUTOR DE TV: - E até a próxima semana, neste mesmo horário.
MECÂNICO: - É o carburador.
MÉDICO: -Depois de algumas sessões de quimioterapia você se sentirá um adolescente.
MUAMBEIRO: - Tem garantia de fábrica.
NAMORADA: - Pra dizer a verdade, nem beijar eu sei...
NAMORADO: - Você foi a única mulher que eu realmente amei...
NOIVO: - Casaremos o mais breve possível!
ORADOR: - Apenas duas palavras...
OTIMISTA: - Os últimos serão os primeiros...
PEIXEIRO: - Pode levar freguesa; está fresquinho...
POBRE: -Se eu fosse milionário espalhava dinheiro pra todo mundo..
RECÉM-CASADO: - Até que a morte nos separe.
SAPATEIRO: - Depois alarga no pé.
SOGRA: - Em briga de marido e mulher não me meto.
VAGABUNDO: - Há 3 anos que procuro mas não acho nada.
VICIADO: - Essa vai ser a última
 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

EM RESPOSTA AO MEU GRANDE AMIGO Reginauro Sousa SOBRE SUA OPINIÃO DO DEVER (MORAL?) QUE TEMOS OS MÉDICOS DE RETRIBUIR A POPULAÇÃO DO SUS O QUE ELA NOS DEU DE FORMAÇÃO COM SEUS IMPOSTOS

Existem 2 tipos de deveres, até onde posso perceber: um legal (é a questão dos direitos x deveres) e um moral.

O legal, isto é, que depende da lei, é questão de soberania do povo. Somos todos, por esse aspecto, filhos dessa nação. Nossa liberdade é limitada pelas necessidades dela, pela vontade dela (da nação e não da Dilma). Acredito que realmente a população do SUS deva sentir falta de médicos. É um lamento que ouço por todos os lugares. É uma distorção que sinto no corpo ao atender, no meu posto, muitos pacientes órfãos de médicos em seus postos. Então, se a população reivindica majoritariamente, deve virar lei. As novas gerações devem curvar a cabeça até que o povo tome consciência (acho que vai ser esse o caminho) que só médico não resolve.

Eu, que adoro a idéia de um SUS, tento cumprir o dever médico nessa instância, ensino alunos o que podemos fazer, mesmo sem recursos, o que devemos fazer, discuto política com eles, discuto relação médico-paciente, e sinto falta todos os dias de recursos para ajudar melhor quem me procura. Sinto falta todos os dias de atuar de forma mais integral, com profissionais das outras categorias que estejam do lado para promover ações que, definitivamente, busquem a saúde. Sinto falta de uma estrutura que permita respeito na consulta íntima, material para o exame físico... Detalhe: atualmente como preceptor, trabalho quase como voluntário, haja vista a remuneração. Não estou contratado, recebo uma bolsa-preceptoria. Amigos meus já me xingaram, tenho esperanças...

Às vezes um paciente me reclama que falta isso ou aquilo, eu digo: "Denuncie!". Entendendo, no mesmo instante, no meu coração, que aquela vida ali na minha frente já está atribulada demais com a luta do pão de cada dia para, ainda assim, lutar por um SUS melhor. Não raras vezes é um cuidador solitário de muitos outros da família. "Participe do Conselho Local!", mas esse é dominado em muitos lugares ainda por sofistas sedutores cheios de nepotismo nas veias.

O dever moral, por outro lado, é o mais efetivo, mas não se prescreve, não se obriga. Ele é, essa a definição que mais concordo, um imperativo da razão. Não há esse ou aquele Estado ou essa ou aquela lei (humana), ou ainda, esse ou aquele salário que possa lhe tornar um sujeito moral. "Não tem testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas".

Se o povo brasileiro (tenho que deixar claro: O POVO BRASILEIRO) quer nos obrigar a servi-lo por dois anos antes de querer servi-lo para sempre, só vejo o caminho de cumprir com o nosso dever legal para com essa nação. Mas, o carinho, o cuidado, a benevolência, em uma palavra, o amor com que o tal médico se dedicará para os seus pacientes, esse dever moral nunca poderá ser alcançado por essas vias. Talvez pela do diálogo, talvez pela do melhor ensino, talvez pela do respeito, talvez pela abertura ao outro, talvez... Mas, certamente, não será pela coação escrava de uma imposição exterior.

Terrível dilema esse que nos encontramos. Acho que seria melhor começarmos a colocar computadores com elevada inteligência artificial nos mais diversos postos das periferias e do interior. Custos enormes, mas tem a coisa boa de não reclamar direitos trabalhistas e de dignidade humana. Digita a queixa, ele te pergunta alguns complementos, sai a receita. Tem um filme do James Bond que ele conseguiu reanimar o coração só ele e o carro dele!

Será isso o que O POVO BRASILEIRO quer de seus curandeiros médicos? Tem um frio na minha espinha dizendo que sim. São prescritores. Eu vou supervisionar médicos no interior (onde há médicos!) e a população e a gestão me pedem: mais consultas, mais, mais, mais... mais, mais, mais... A discussão já não deve ser mais com a Dilma, temos que ir às ruas... falar com o povo.

“Brasil precisa de médico especialista em gente”

 Adib Jatene defende médico menos robótico e mais humano (Foto: Divulgação)

Cardiologista e ex-ministro da Saúde defende proposta apresentada por Dilma e diz que médico precisa se transformar num especialista em gente

O cardiologista e ex-ministro da Saúde Adib Jatene, que preside uma comissão que auxiliou o governo na formulação do projeto para a mudança do ensino médico, defende a proposta apresentada ontem pela presidente Dilma mas afirma que não conhece a versão final.

Para Jatene, o ensino médico está formando candidatos à residência médica, com muito ênfase às especializações e alta tecnologia. “O médico precisa se transformar num especialista de gente.”
O que o sr. achou das mudanças propostas para a mudança do ensino médico?
O ensino médico está formando candidatos à residência médica. Isso estimula a especialização precoce. Precisamos formar um médico capaz de atender a população sem usar a alta tecnologia. O médico precisa se transformar num especialista de gente.
E como ficará a supervisão?
É a própria faculdade de medicina que cuidará disso. A proposta [original] é que ele fique dois anos no Estado que se formou, supervisionado pela faculdade. A escola vai fazer parte do sistema de saúde, não simplesmente dar o diploma. Com telemedicina e teleconferência fica fácil.
O sr. foi consultado sobre isso?
Vínhamos trabalhando nessa proposta, mas não sabíamos que já seria anunciada. O ministro Mercadante me telefonou dizendo que a presidenta Dilma iria anunciar, mas não deu maiores detalhes. Mas parece que está está dentro dos princípios.
A proposta era mesmo de aumentar para oito anos?

Sim. Quando me formei em medicina, em 1953, o curso já era de seis anos, e o conhecimento era muito pequeno. Hoje é colossal e o curso continua de seis anos.
E em relação à política para fixar médicos no interior?
Municípios pequenos deveriam integrar um consórcio para uso de alta tecnologia. Precisam, porém de um médico polivalente, que atenda de parto a uma emergência.
Cláudia Colluci, Folhapress

 http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7228984315017988176#editor/target=post;postID=6280968635401525848