quinta-feira, 5 de setembro de 2013

LER É UMA AVENTURA -> JEGUE LITERÁRIO!

 
Quem quer fazer, se vira! e faz, se torna exemplo, motiva outros a também se movimentar.

Por trás desta atitude de iniciativa e decisão existe algo imponderável: a certeza de livro faz bem, entretém, instrui e diverte, daí a desejar partilhar tudo isso pode estar a um passo. ou um quilômetro de distância.

  O jeito é ir a passo de jegue, mas sempre
:)
ESSE RAPAZ, COM SUA ATITUDE SINGELA, PORÉM INOVADORA E DE FIBRA, ESTÁ FAZENDO MAIS PELA EDUCAÇÃO E CULTURA DO QUE MUITOS POLÍTICOS, SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO E OUTROS "ESPECIALISTAS" BRASILEIROS. ELE, SIM, TEM MEU RESPEITO!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Cientistas afirmam que homofóbicos têm desejo sexual pelo mesmo sexo


Um antigo estudo, de 15 anos atrás, da Universidade da Georgia (EUA) diz que “A homo­fo­bia está apa­ren­te­mente asso­ci­ada à exci­ta­ção homos­se­xual”. Os pes­qui­sa­do­res apon­tam porém “que o indi­ví­duo homo­fó­bico des­co­nhece ou nega” essa excitação.
Antes de tudo, os espe­ci­a­lis­tas per­gun­ta­ram a homens hete­ros­se­xu­ais o quão con­for­tá­veis eles se sen­tiam ao redor de homens gays. Com base nes­ses resul­ta­dos, divi­di­ram os volun­tá­rios em dois gru­pos: os que exi­biam sinais de homo­fo­bia (com 35 par­ti­ci­pan­tes) e os defi­ni­ti­va­mente não-homofóbicos (neste, eram 29, no total). Aí come­çou o teste.
Todos os homens foram colo­ca­dos em sali­nhas pri­va­ti­vas para assis­tir a vídeos “quen­tes”, de qua­tro minu­tos cada: um mos­trava cenas de sexo entre um homem e uma mulher; outro, entre duas mulhe­res; e o último, entre dois homens. Enquanto a ses­são se desen­ro­lava, um apa­re­lho, ligado ao pênis de cada par­ti­ci­pante, media o nível de exci­ta­ção sexual de cada um. A enge­nhoca, segundo os cien­tis­tas, era capaz de iden­ti­fi­car a exci­ta­ção sexual sem confundi-la com outros tipos de exci­ta­ção (como ner­vo­sismo ou medo).
Eis os resul­ta­dos: enquanto assis­tiam aos vídeos de sexo hete­ros­se­xual ou lés­bico, tanto o grupo homo­fó­bico quanto o não-homofóbico tive­ram “aumento da cir­cun­fe­rên­cia do pênis”. Em outras pala­vras, gos­ta­ram do que viram. Mas durante o fil­mi­nho gay “ape­nas o grupo homo­fó­bico exi­biu sinais de exci­ta­ção sexual”, afirma o estudo. Pois é, eles até dis­se­ram que pre­fe­riam man­ter dis­tân­cia dos gays. Mas, opa, seus pênis con­ta­ram outra história.

FONTE:

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Infertilidade masculina tem pouca relação com cueca apertada ou celular no bolso: Entenda como é feito o diagnóstico do problema e quais as principais causas


A infertilidade conjugal é sempre um tema delicado, devido aos problemas emocionais que entremeiam esta situação. E nem todos os homens estão preparados para sequer pensarem que o problema pode ser com deles, e não da esposa. Não é raro encontrarmos um casal em que o marido só se dispõe a procurar um urologista após a esposa ter sido submetida a vários exames, e não ter sido diagnosticada nenhuma patologia que as impeça de conceber.  A avaliação da infertilidade masculina tem que responder a três perguntas:
  • Esse homem é infértil?
  • Qual a causa desta infertilidade?
  • Como tratar o problema?
No passado deu-se muito valor a hábitos de vida que pudessem expor os testículos a temperaturas mais elevadas. Hoje não se dá muita importância a esses fatores.
A avaliação do homem começa com um balanço da sua história pregressa, para tentar detectar alguma doença que pode provocar o problema (por exemplo, uma infecção dos testículos). Após esta anamnese, o exame dos testículos deve ser realizado para então o urologista averiguar se eles são normais ou se estão atrofiados. Além disso, é verificado ainda se há presença de varicocele, uma doença que dilata as veias dos testículos e que pode afetar também na produção dos espermatozóides. A ultrasonografia da bolsa escrotal ajuda consideravelmente nesta análise médica.
Entretanto, o exame mais importante é o espermograma. Neste, o esperma é analisado, e diversos parâmetros, como o número e a qualidade dos espermatozóides, são avaliados e considerados para um prognóstico. As causas da infertilidade são várias, porém vou me deter nas principais e de como evitá-las. Algumas causas de infertilidade podem ser detectadas logo na infância ou na adolescência, e devem ser tratadas o quanto antes.

Mitos podem atrapalhar o diagnóstico na idade adulta

Em alguns casos, a causa da infertilidade não é tão evidente e, em tais situações, o tratamento nem sempre é fácil na hora de definir a conduta terapêutica. No passado deu-se muito valor a fatores como cuecas apertadas ou a outros hábitos de vida que pudessem expor os testículos a temperaturas mais elevadas, próximas à temperatura do corpo. Hoje não se dá muita importância a esses fatores. Outras situações como o ciclismo, usar o celular no bolso da calça ou tomar banho de água quente são conjecturas sem evidências científicas significativas que comprovem a relação dessas com a infertilidade masculina.

Doenças que podem causar infertilidade

A criptorquidia (cripto = escondido, orquidos=testículo) é a ausência dos testículos na bolsa escrotal, e este diagnóstico é feito pelo simples exame físico. Na maioria das vezes o testículo existe, porém está localizado fora de sua posição normal, geralmente na região da virilha. A colocação do testículo na bolsa é um procedimento cirúrgico (orquidopexia) e que deve ser realizado antes que ele sofra danos irreversíveis.
A varicocele (varizes nas veias que drenam as estruturas da bolsa escrotal) também pode ser diagnosticada ainda no início da puberdade, e o tratamento, também cirúrgico, deve ser realizado quando há possibilidade da varicocele dificultar o desenvolvimento que ocorre no testículo durante a adolescência.
Já no homem adulto, o tratamento da infertilidade vai depender do agente que produz esta alteração. Quando há atrofia testicular severa provocada, por exemplo, pela falta de tratamento adequado da criptorquidia, dificilmente haverá melhora da fertilidade. Nesta faixa etária a varicocele deverá ser operada se ela existir, e também se houver indícios desta alteração ser a causa do problema.

Como prosseguir com o tratamento?


O tratamento da infertilidade requer que o casal tenha paciência para esperar pelos resultados da terapia proposta. E se considerarmos que todo o processo de formação, maturação e finalmente a ejaculação dos espermatozóides demora 75 dias em média, esse é o tempo para que se perceba a eficácia ou não de um tratamento, através de um novo espermograma, a partir do momento que este tratamento é realizado.
É sempre difícil conter a ansiedade dos cônjuges durante esta espera. Há que se administrar bem este processo todo. O advento dos procedimentos de fecundação assistida veio para atender à expectativa dos casais. Essas técnicas, de maior ou menor complexidade dependendo da gravidade da situação, permitiu que os casais, mesmo os com alterações mais graves e de difícil tratamento, pudessem ter filhos. Converse sempre com seu urologista, ou procure um se tiver alguma dúvida.

FONTE:


A incrível pirâmide da desigualdade global

• Por José Eustáquio Diniz Alves em 02 de setembro de 2013
Milionários são apenas 0,6% da população, mas abocanham doze vezes mais riqueza que 69,3% dos habitantes da Terra. Concentração e consumismo podem tornar civilização insustentável

O relatório sobre a riqueza global, em 2012, do banco Credit Suisse (The Credit Suisse Global Wealth Report 2012) traz um quadro bastante amplo e esclarecedor da distribuição da riqueza (patrimônio) das pessoas adultas do mundo. A riqueza global foi estimada em US$ 223 trilhões em 2012 (meados do ano). Como havia 4,59 bilhões de pessoas adultas no mundo, a riqueza per capita por adulto foi de US$ 49 mil.
Mas, evidentemente, existe uma distribuição desigual desta riqueza. Na base da pirâmide estão as pessoas com a riqueza menor do que 10 mil dólares. Nesta imensa base havia 3,184 bilhões de adultos, em 2012, o que representava 69,3% do total de pessoas na maioridade no mundo. O montante de toda a “riqueza” deste enorme contingente foi de US$ 7,3 trilhões, o que representava somente 3,3% da riqueza global de US$ 223 trilhões. Ou seja, pouco mais de dois terços (2/3) dos adultos do mundo possuíam somente 3,3% do patrimônio global da riqueza. A riqueza per capita deste grupo foi de US$ 2.293.
No grupo de riqueza entre US$ 10 mil e US$ 100 mil, havia 1,035 bilhão de adultos, o que representava 22,5% do total de pessoas adultas no mundo. O montante de toda a riqueza deste contingente intermediário foi de US$ 32,1 trilhões, o que representava 14,4% da riqueza global. Ou seja, pouco menos de um quarto (1/4) dos adultos do mundo possuíam 14,4% do patrimônio global da riqueza. A riqueza per capita deste grupo foi de US$ 31 mil.
No grupo de riqueza entre cem mil e 1 milhão de dólares, havia 344 milhões de adultos, o que representava 7,5% do total de pessoas na maioridade no mundo. O montante de toda a riqueza deste contingente intermediário foi de US$ 95,9 trilhões, o que representava 43,1% da riqueza global. Ou seja, pouco menos de um décimo (1/10) dos adultos do mundo possuíam 43,1% do patrimônio global da riqueza. A riqueza per capita deste grupo foi de US$ 279 mil.
Os milionários, aqueles com patrimônio acima de um milhão de dólares eram somente 29 milhões de adultos, representando 0,6% do total, no mundo. Todavia, este pequeno grupo de pessoas concentrava 39,3% da riqueza mundial, um montante de US$ 87,5 trilhões, o que representava 39,3% da riqueza global. A riqueza per capita deste grupo foi de US$ 3,017 milhões.
O que mais chama a atenção na distribuição da riqueza é que os 29 milhões de adultos do alto da pirâmide possuíam um patrimônio superior a 12 vezes o patrimônio da base de 3,2 bilhões de pessoas. Os dados também mostram que os contingentes intermediários estão crescendo e que a riqueza global aumentou no passado e tende a aumentar nas próximas décadas. Em 2000, na virada do milênio, a riqueza global era de US$ 113,4 trilhões, uma média de US$ 30,7 mil por adulto, em um total de 3,6 bilhões de pessoas na situação de maioridade.
Contudo, todo o montante atual de US$ 223 trilhões de riqueza para 4,6 bilhões de adultos, em 2012, está sustentado em bases frágeis, pois a riqueza do ser humano (em sua forma piramidal) está alicerçada sobre bases naturais degradas pelas atividades antrópicas. A pirâmide da riqueza humana tem crescido e se ampliado sobre uma base de pauperização dos ecossistemas. Não é improvável, que em algum momento, a pirâmide possa afundar por falta de sustentação ecológica ou possa implodir por falta de justiça redistributiva em sua arquitetura social.
Enquanto o capital natural tem sido depredado, a riqueza global (e o consumo) dos seres humanos cresceu cerca de 50% no século 21, passando de uma média per capita de US$ 30,7 mil no ano 2000, para US$ 43,8 mil em 2010 e para US$ 49 mil, em 2012. Todavia, as necessidades e os sonhos humanos são ilimitados e os de baixo da pirâmide aspiram o padrão de consumo daqueles do meio e do topo do status social. Mas é impossível haver um crescimento ilimitado da riqueza material em um planeta finito e a história mostra que, em vários momentos, pirâmides que pareciam sólidas se transformam em castelos de areia.
Não é sem surpresa que os indignados do mundo estão se unindo, se mobilizando e corroendo as estruturas piramidais das sociedades árabes, espanhola, europeia, dos Estados Unidos, etc. Também não é sem surpresa que a indignação tenha chegado ao Brasil, pois existe um mal-estar geral com o modelo de desenvolvimento econômico, com o funcionamento da democracia, com a imobilidade urbana e social e com a relação humanidade/natureza. Evidentemente, este mal-estar aparece de maneira difusa e sem alternativas claras de novos rumos.
Mas o que o mundo precisa não é manter o processo de ampliação da pirâmide da riqueza e do consumo e, sim, construir relações mais horizontais, simples e justas entre as pessoas e entre as pessoas e o meio ambiente.

José Eustáquio Diniz Alves, colunista do portal EcoDebate, é doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE

Fonte:

O que teme o CFM? Opinião de uma brasileira que cursa medicina em Cuba

 
Cintia Santos Cunha, é estudante da Universidad de Ciencias Médicas de la Habana (Cuba), fala de seu sonho de estudar medicina, da concepção humanitária da medicina cubana, e da importância que os cursinhos populares tiveram na sua vida.

Click no Link e veja o vídeo:

No Capão Redondo, ninguém sonha em ser médico.” Para estudante brasileira de medicina em Cuba, médicos temem mudança de pensamento da população em relação à sua saúde.

Cintia Santos Cunha é estudante da Universidad de Ciencias Médicas de la Habana (Cuba). Neste vídeo, ela que nasceu na periferia de São Paulo e conseguiu uma vaga por meio da UneAfro Brasil (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora), fala sobre as diferenças entre a medicina cubana e a brasileira. A diferença entre os dois países começa na hora de sonhar. Aqui no Brasil, medicina é um curso caro e as vagas nas faculdades públicas acabam ficando para quem estudou nos melhores colégios e cursinhos. “Medicina é um curso impensável para as pessoas de onde eu venho e como eu sou, negra, mulher e pobre”, afirma. Veja abaixo o depoimento gravado em meio à polêmica vinda dos médicos cubanos ao Brasil pelo programa Mais Médicos.