quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

DIÁRIO DO 14º EMECE



Larissa Rogério Bezerra.
Mais um EMECE conquistado! Conquistado porque cada lágrima, cada gota de suor, cada cansaço, teve uma recompensa...o sorriso de todos aqueles que fazem parte da família EMECE. Aos trabalhadores, aos jovens, aos espíritos que ajudaram, o meu mais sincero e singelo Obrigada por fazer desses dias os mais especiais do ano. Obrigada pelo aprendizado e pelo carinho de todos....AMO o EMECE!!! =D

Simone Ivo

Parabéns a toda equipe que anualmente se desdobra para conferir aos jovens a cada carnaval, momentos de integração e aprendizado. meus filhos Leon Denis Lemos e Alfredo Avenged amaram!


Juliana Benevides

Boooom diaaaaaa!!! :D
Já tô morrendo de saudade do Emece Xou e dos meus novos amigos!!

"Me faça mais leve
Quero flutuar
No vôo da vida
... Venha me levar"


Márcio Henrique
Ontem fui dormir dizendo "marcio henrique, amanhã tudo volta ao normal, vc vai acordar pensando em mil coisas...a saudade vai ter passado"

ki nada... =( coraçãozinho apertado ainda de saudade!

Reginauro Sousa

Hoje parecia que estava faltando algo dentro de mim, acordei e não tinha que ir ao Lar Fabiano e me bateu aquele vazio. Fui pro Face para poder ver fotos, reencontrar os novos amigos, curtir os antigos...Isso é o Emece, essa coisa que toma conta da gente prende pelo coração. Obrigado galerinha!!! Obrigado Trabalhadores. Beijos e abraços meus e do Daimon!!!

Sarah Santos
Parabéns à todos os trabalhadores que fizeram mais um EMECE muito especial para a juventude espírita!
Agradeço pela a oportunidade que vocês nos dão de vivenciar momentos tão especiais e produtivos!
O XIV Emece foi X.O.U!


Fatima Beatriz

Melhor carnaval do MUNDO foi o meu desse ano, melhor carnaval da minha vida, Emece Xou foi realmente X.O.U ! kkk - parabéns a todos que ajudaram nos bastidores do evento para que ele fosse perfeito do jeito que foi *-* - amei conhecer vocês!


Jéssica Hannah

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois... A vida é construída nos sonhos e concretizada no amor. - Chico Xavier. XIV Emece.


4° dia do 14° EMECE (último)

Hoje o dia foi muito bom, pena que foi o último (:( ); mas vamos lá! Primeiramente fomos para o auditório, fizemos a prece e assistimos a continuação da história do nosso querido Daimon e seu mentor, o Abacateus(kkkk). Ainda no auditório, nos comunicaram que aquela manhã seria só de jogos, cada turma começaria em um e ao toque da buzina (que é quem nos informa os horários) as turmas trocariam de atividade. E assim foi a nossa manhã!
Depois do intervalo do almoço, fomos para o auditório e fizemos o “TE CURTI”. Nessa atividade, cada pessoa recebia um cartão com o título “TE CURTI” e tinha que conseguir o máximo de assinaturas possíveis de outras pessoas. Quem conseguisse mais, ganhava a inscrição para o 15° EMECE!
Em seguida ficamos sabendo de uma super hiper ultra mega novidade: durante o ano todo, todas as mocidades que estavam presentes no XIV EMECE irão participar de uma gincana que durará até o próximo EMECE!!!! A mocidade que ganhar, vai ganhar uma viajem para...ainda não sabemos(rsrs)!.A primeira tarefa da gincana foi feita lá mesmo, era um QUIZ sobre as edições passadas do EMECE. Quem saiu na frente no quadro de pontuações foi o grupo Aliança.
Depois da primeira tarefa da gincana, cantamos algumas músicas (entre elas o Hino do EMECE) e uma pessoa muito especial fez a prece final, o nosso querido e animadíssimo Francisco Francil, mais conhecido como Kira, que próximo ano não estará mais como Jovem participante e sim como um grande trabalhador, e junto com ele o nosso amigo Guilherme Lima que também mudará seu status para “Trabalhador”.
Enfim, O último dia foi muito emocionante, teve muito chororô e todo mundo já estava com saudade do EMECE. Espero que o XV EMECE chegue logo!











Por Sarah S.

Caramba, último dia.. . dizem que tudo que é bom dura pouco : realmente é verdade...
Tivemos no salão... começamos com a prece, e a peça foi iniciada; o Daimon falou de uma coisa bem importante, o inicio do EMECE; os trabalhadores ainda adolescentes, muito bacana... depois nos separaram em grupos: por cor... eu fiquei no grupo da cor verde; brincamos de escravos de jó e o legal é que as peças eramos nós mesmos.. depois brincamos de uma especie de dança estranha que o Sérgio fez com a gente, teve uma brincadeira da bola também, nós lançávamos a bola para outra pessoa que estava na roda.. e finalmente a mais difícil, nos separaram em grupos de 4 pessoas botaram, 4 cadeiras e cada um deitou no colo de quem tava do seu lado, no fim de tudo tiraram as cadeiras e quem conseguiu ficar equilibrado teve sorte, porque eu e as outras 3 pessoas cairam antes de tirarem as 4 cadeiras; eu fui de cabeça no chão rs'... e depois de todas as brincadeiras juntamos todos no salão.. cantamos a música do Hino EMECE, e nos últimos minutos de EMECE todos começaram a chorar; nem tinha acabado e eu já tava lá com muita saudade, chorando até demais...

Por Karol M.
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GALERIA 14º EMECE













3° dia do 14° EMECE
Hoje a minha turma, Allan Kardec, foi para a sala do Jacaré Poió , onde estavam os monitores que ficaram o dia todo com a gente. Primeiramente a gente assistiu a um vídeo sobre como as pessoas estão dando uma imensa importância ao mundo virtual e esquecendo a vida pessoal. Depois, nos separamos em 4 grupos e fizemos a atividade do “mural do facebook”. Funcionou assim: cada grupo recebeu três imagens para colocar no “mural”. Os integrantes tinham que escolher em que parte colocar cada uma das imagens e depois justificar a escolha (Compartilhar, Comentar e Curtir). Ficou desse jeito aí ó:

Depois do intervalo, fizemos uma gincana. fomos dividimos em três equipes e começamos a disputa!
A cada atividade realizada, o grupo, dependendo da sua colocação, ganhava uma quantidade de dinheiro ( de mentirinha, claro!) que, no final, seria investido em construções (imaginárias) ou de um hospital ou de um abrigo ou uma escola. A equipe que ganhou mais dinheiro não tinha o suficiente para construir um abrigo, então todos os grupos conversaram e decidiram juntar o lucro das três equipes para construir um hospital. Depois, foram colocadas três caixas no meio da sala e um integrante de cada equipe tinha que escolher uma sem saber o que havia dentro.
Em uma tinha “A gênese”, em outra “O céu e o Inferno” e na última vários chocolates que foram repartidos com todos.
Por Sarah S.

Poderia descrever as atividades do grupo Eurípedes Barsanulfo como uma profunda reflexão. Nós jovens de 18 a21 anos, a princípio, pela manhã, ficamos dispostos a uma série de imagens que nos impulsionaram a imaginação. Tais imagens e em grande variedade nos fez chegar a um ponto da discussão em que todos nós, o futuro, não seremos tão diferentes assim.

Num segundo momento, desenvolvemos uma brincadeira, que eu diria ser um tanto perspicaz. Ficamos dispostos em duas filas, de modo que cada um tivesse um par, em sua frente. Em nossas testas foram colocadas supostas características de nós mesmos e sem ter conhecimento delas deveríamos adivinhar, fazendo perguntas ao nosso par que por sua vez, deveria respondê-las afirmando SIM ou NÃO.

Após o almoço, recebemos instruções para fazermos uma vivencia que representaria nossa encarnação. Uns andariam sobre latas, outros com pés laçados e outros como se fosse uma macha atlética, que representariam as provas da experiência de vida. De volta na sala, assistimos toda a atividade, e reflexionamos novamente sobre tudo.


Foi uma experiência incrível, que não aconteceria sem os dois irreverentes monitores Tia Wirla e Gel e sem dúvida de todos os que compuseram a sala Eurípedes Barsanulfo.
Por Mateus Monte
às 23:49:00


domingo, 19 de fevereiro de 2012
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2º dia do 14° EMECE


Hoje o dia foi ótimo. Primeiramente fizemos a prece inicial no auditório. Depois assistimos a um vídeo que contava a história de um senhor muito pobre que teve as suas botas escondidas por dois meninos, e quando finalmente ele as achou e calçou, achou uma moeda de prata em cada uma. Em seguida assistimos a continuação da história do espírito Daimon e uma apresentação do grupo de artes Fazendo Arte, que por sinal foi belíssima!

Este ano cada turma tinha o nome de uma grande personalidade do movimento espírita, por exemplo: Chico Xavier, Allan Kardec, Eurípedes Barsanulfo, Emmanuel, Memei, nosso Divino Mestre Jesus etc. Eu fui para a turma Allan Kardec, os monitores eram o Sérgio e a Hilda.

Vou contar mais ou menos como foi na minha turma.
Para que pudéssemos nos conhecer, fizemos uma dinâmica em que cada pessoa escrevia seu nome em um papel e depois sairia trocando o papel com outra pessoa e assim sucessivamente. No final, tínhamos que procurar a pessoa a quem pertencia o papel que estávamos na mão. Foi muito engraçado!

Em seguida, fizemos uma brincadeira muito conhecida: a dança das cadeiras, mas de um jeito bem diferente. Ao invés de ir saindo uma pessoa a cada rodada, os nossos monitores tiravam uma cadeira e a pessoa permanecia, tendo que ficar sentada de qualquer maneira (dividindo cadeira, sentando nas pernas de outras pessoas...)! Imaginem só como ficou! Deu nisso aí ó:


Com essa dinâmica aprendemos que unidos, em sintonia, conseguimos aquilo que antes achávamos impossível.

Depois do intervalo, fomos para o auditório assistir outros vídeos e apresentações Artísticas.

Quando voltamos para sala, nossos monitores estavam nos esperando com uma nova dinâmica, uma dancinha um tanto estranha que exigia muita concentração.

(guli, guli, guli...) Vimos que as vezes é preciso apenas um pouco de concentração para que possamos realizar determinadas tarefas.

Em seguida fizemos outras dinâmicas relacionadas à Lei de reprodução. Discutimos sobre as diversas visões que o jovem de hoje tem em relação a esta Lei e o que o Livro dos Espíritos tem a nos dizer.
Atividade sobre o tema: " Ficar ou Namorar?"

E para terminar, fomos para o auditório, onde teve o pré-lançamento do XV EMECE, cantamos o Hino do EMECE (XOU demais!) e fizemos a prece final!

Até amanhã!

Por Sarah S.
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2° dia sala- Jesus

Dia 19/02, 2° dia do EMECE, eu fiquei junto com a Lara na sala cujo o nome é Jesus e os nosso monitores Nathalia e o Thiago, são muito legais. Nesse ótimo dia nós: brincamos, cantamos, rimos...”muito legal”
De manhã nós vimos uma frase muito interessante “família: cadinho de amor” de Emmnuel, e decidimos saber, o que é cadinho, você sabe o que é cadinho?
Cadinho é um vaso utilizado para reciclar o metais e essa parte de aula aprendi que cada família tem um cadinho, assim como no cadinho que recicla metal os cadinhos de nossas famílias recicla os nossos sentimentos, nele pode ter amor, alegria e ás vezes um pouco de desentendimento. Mais uma família unida vale muito apena.
Depois dividimo-nos a sala em grupos de 3 pessoas, tínhamos que fazer um cadinho de argila,

até que do meu grupo não ficou tão ruim assim!!

Hehe^^
Quando acabamos nós fomos para o almoço em logo em seguida, todos (todos os jovens) fomos para o salão.
No salão fizemos uma dinâmica legal. (No primeiro dia do EMECE nos batemos uma foto nossa), então cada um pegou uma foto de outra pessoa que você não conhecia.Tínhamos que achar e dar a foto para ela colar no seu crachá.

Quando acabou a dinâmica fomos para as nossas respectivas salas e lá fizemos um desenho da nossa família e depois transformamos esse papel em papel reciclado .Foi uma ótima experiência!!!


Quando deu quatro horas saímos para o lanche e quando a buzina tocou, paaaaaaaaaaaan, fomos para o último momento, lá no salão onde teve muita animação com o hino do EMECE que faz todo mundo sair do chão, porque o EMECE é X.O.U !
Débora Monte

Segundo dia; recebidos por uma leve garoa,que logo se desfez ,fomos receber nossos crachás.Depois do lanche,nos dirigimos ao salão principal e assistimos a uma apresentação do grupo "Arte em Cena" expressando a mediunidade,e a mediunidade com Jesus;e também assistimos a dois vídeos - o primeiro, mostrava que as dificuldades não devem ser desculpa para,desistir;o segundo, sobre como que mesmo que pequena ,uma boa ação faz toda a diferença.
Separados por faixa etária ,fomos todos divididos em salas as quais ganharam os nomes de diversas personalidades muito importantes e conhecidas no espiritismo.
A minha sala foi a MeiMei e seu responsável, por ora, o Reginauro. Durante a manhã, aconteceu assim: toda a galera da sala deveria se amarrar uns aos outros com alguns barbantes ,um em cada pulso e algumas pessoas também na cintura;a intenção era que lêssemos todas as perguntas que estavam nas paredes sem qualquer estratégia.
Em seguida fizemos um debate sobre as perguntas ,todas ramificaçãoes do tema central do dia : (acho eu) Liberdade e suas consequências ;pouco a pouco, todo mundo começou a falar e a interagir um com o outro,foi bem legal.
Fim do período;pausa para almoço -(ahh fome,comida)
Após alguns avisos e lembretes do Anderson no salão principal,era o momento de retornarmos às atividades das salas.
Voltando à sala,lá estavam colchonetes ao chão ;sentamos e começa,os a discutir liberdade com um um sub-tema: as relações pessoais.
Fizemos uma atividade de integração,onde cada um deveria guiar o outro pela sala,e em movimento
uma atividade chamada foto-imagem,onde formamos imagens estáticas, e dessa vez divididos em pares e em sequência, em grupos,a sala deveria representar algumas situações do relacionamento de casal(namoro ,conflito,adultério) e no meu caso,nas duplas ,foi a relação de amizade(cumprimento e conflito).
Depois era a vez fazermos pequenas encenações ,mudas ou não, apresentando a junção e interligação daquelas situações .
Foram diferentes papéis que assumimos;tenho que admitir:foi muito engraçado e novo pra mim, pelos nessa existência - isso eu garanto.

Por Bruno Queiroz


Sala do mentor Eurípedes Barsanulfo
Monitores Wirla e tio Guel


Pela manhã...

Começamos dizendo nossos nomes.Então, assistimos ao filme: "Como treinar seu dragão" ; comentamos sobre o filme, aspectos importantes quanto a relação pai e filho(familia); como nossos pais foram criados e como nos criam, etc.
Depois houve uma dinâmica onde haviam três caixas:1° compartilhar, 2°like(curtir), e 3°comentar; dentro de cada caixa tinha varias perguntas, as pessoas escolhiam uma caixa e os monitores liam e todos discutiamos sobre os assuntos ou tiravamos dúvidas que apareciam na hora; no final três pessoas poderiam escolher cada uma 1 caixa,e em cada caixa tinha um livro; na 1°compartilhar : o " Evangelho segundo o espiritismo", na 2° curtir: o " Livro dos espirítos", e na 3° comentar: "Não pise na bola" ; e cada um que ganhou o livro disse o que poderia aprender com o livro.

a tarde......
Saímos da sala e fomos para a frente do refeitório e a wirla colocou uma música para nós dançarmos, mais de acordo com os comandos que ela desse, e o tio Guel filmou tudo, cantamos uma música no circulo de mãos dadas , depois a Wirla fez uma prece e voltamos para a sala; nós não sabiamos mais enquanto dançavamos fizemos nosso preparamento reencarnatório, encontramos parceiros, se divorciamos, perdemos entes queridos, entre outras situações.
Com essa atividade houve um entrosamento maior.Senti mais como as pessoas eram por diferentes situações.Foi VERY GOOD!!!!LIKE!!!!

Por Lizandra Barbosa
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1º dia do 14º EMECE
Segue um relato do 1º dia do evento.
Hoje foi praticamente só a abertura, mas claro, com muita animação. No início fizemos a prece inicial e assistimos um vídeo feito com imagens do EMECE XIII. Depois, teve uma apresentação teatral do grupo Fazendo Arte que dramatizou a história de um espírito, um tanto trabalhoso e engraçado,chamado Dimon.
Em seguida, assistimos uma apresentação de slide, muito engraçado, com todos os deveres e as regras que devemos cumprir durante esses quatro dias de EMECE. Logo depois, tivemos o prazer de assistir uma apresentação musical maravilhosa feita por alguns integrantes do Grupo Espírito de Arte. E no final do encontro de hoje, formamos vários grupos e escrevemos e desenhamos tudo aquilo que desejamos para este EMECE e depois fizemos a prece final. Hoje foi muito bom!

Por Sarah S.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Caldeirão de Santa Cruz do Deserto


CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO - O DOCUMENTÁRIO

O caldeirão da santa cruz do deserto
Ficha Técnica
No Programa 110
O caldeirão da santa cruz do desertoAmpliar Foto do Programa 110
Classificação
12 anos

Resgate da memória e da história da comunidade religiosa do Caldeirão, liderada pelo beato José Lourenço, que se organizava em moldes socialistas primitivos. Depois de alcançar grande progresso, a comunidade foi destruída pela polícia cearense e pelo bombardeio de aviões, em 1936, deixando mais de 2 mil camponeses mortos. A partir dos depoimentos dos remanescentes e dos símbolos da cultura popular, o filme faz uma reflexão sobre o poder, a liberdade e a luta pela terra.

Ficha de Informações do Filme
Título: O caldeirão da santa cruz do deserto
Duração: 73 min e 0 seg.
Ano: 1985
Cidade: Fortaleza UF(s): CE País: Brasil
Gênero: Documentário
Subgênero:
Cor: Colorido
Número do CPB: 07007075
Ficha Técnica
Direção: Rosemberg Cariry
Roteiro: Rosemberg Cariry e Firmino Holanda
Elenco: - -
Empresa Produtora: Cariri Produções Artísticas Ltda.
Produção Executiva: Francis Gome Vale, José Wilton (Dede) e Teta Maia
Direção de Produção: Robson Gomes de Azevedo e Jeferson de Albuquerque Jr.
Assistente de Produção: Teta Maia; José Roberto França; Carlos Alberto Normando; Jacson Bantim e Silvanildo Tavares
Direção Fotografia: Ronaldo Nunes
Operador de Câmera: Ronaldo Nunes
Fotografia de Cena: Sim
Fotografia de Cena Autor: Liloye Boubli e Marcus Guilherme
Montagem/Edição: Carlos Cox e Manfredo Caldas
Direção de Arte: -
Figurino: -
Técnico de Som Direto: Chico Bororo
Edição Som: -
Mixagem: -
Trilha Musical: Sim
Trilha Original: Sim
Trilha Adaptada: Não
Autor da Trilha: Cleivan Paiva
Descrições das Trilhas: - -
Dados Técnicos
Suporte de Captação: 16mm
Suporte de Projeção: 16mm
Janela de projeção de película: Informação não disponível
Janela de projeção de vídeo: Informação não disponível
Produto Final do Telecine: 16mm
Disponível nos Suportes: 16mm
Vídeo (DVD)
Vídeo (Betacam SP)

Som: Sonoro
Informação não disponível
Idioma: Português

Classificação Indicativa: 12 anos
http://www.programadorabrasil.org.br/filme/763/
Sobreviventes do ataque ao Caldeirão.

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

Paz e Solidariedade,

Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://revistasosdireitoshumanos.blogspot.com

PESQUISA WIKIPÉDIA

O Caldeirão de Santa Cruz do Deserto foi um dos movimentos messiânicos que surgiu nas terras no Crato, Ceará. A comunidade era liderada pelo paraibano de Pilões de Dentro, José Lourenço Gomes da Silva, mais conhecido por beato José Lourenço.

No Caldeirão, os romeiros e imigrantes trabalhavam todos em favor da comunidade e recebiam uma quota da produção. A comunidade era pautada no trabalho, na igualdade e na Religião.
Índice
[esconder]

1 História
1.1 Sítio Baixa Dantas
1.2 Caldeirão de Santa Cruz do Deserto
2 Balas caindo do céu
3 O Beato
4 Caldeirão hoje
5 Notas
6 Fonte bibliográfica
7 Ligações externas

[editar] História
[editar] Sítio Baixa Dantas

José Lourenço trabalhava com sua família em latifúndios no sertão da Paraíba. Decidiu migrar para Juazeiro do Norte, onde conheceu Padre Cícero e ganhou sua simpatia e confiança. Em Juazeiro conseguiu arrendar um lote de terra no sitio Baixa Dantas, no município do Crato. Com bastante esforço de José Lourenço e os demais romeiros, em pouco tempo a terra prosperou, e eles produziram bastante cereais e frutas. Diferente das fazendas vizinhas, na comunidade toda a produção era dividida igualmente.

José Lourenço tornou-se líder daquele povoado, e se dedicou à religião, à caridade e a servir ao próximo. Mesmo analfabeto, era ele quem dividia as tarefas e ensinava agricultura e medicina popular. Para o sítio Baixa Dantas eram enviados, por Padre Cícero, assassinos, ladrões e miseráveis, enfim, pessoas que precisavam de ajuda para trabalhar e obter sua fé. Após o surgimento da Sedição de Juazeiro, da qual José Lourenço não participou, suas terras foram invadidas por jagunços. Com o fim da revolta, José Lourenço e seus seguidores reconstruíram o povoado.

Em 1921, Delmiro Gouveia presenteou Padre Cícero com um boi, chamado Mansinho, e o entregou aos cuidados de José Lourenço. Os inimigos de Padre Cícero, se aproveitaram disso espalhando boatos de que as pessoas estariam adorando o boi como a um Deus. Por conta disso, o boi foi morto e José Lourenço foi preso a mando de Floro Bartolomeu, tendo sido solto por influência de Padre Cícero alguns dias depois.
[editar] Caldeirão de Santa Cruz do Deserto

Em 1926, o sítio Baixa Dantas foi vendido e o novo proprietário exigiu que os membros da comunidade saíssem das terras. Com isso, Padre Cícero resolveu alojar o beato e os romeiros em uma grande fazenda denominada Caldeirão dos Jesuítas, situada no Crato, onde recomeçaram o trabalho comunitário, criando uma sociedade igualitária que tinha como base a religião. Toda a produção do Caldeirão era dividida igualmente, o excedente era vendido e, com o lucro, investia-se em remédios e querosene.

No Caldeirão cada família tinha sua casa e órfãos eram afilhados do beato. Na fazenda também havia um cemitério e uma igreja, construídos pelos próprios membros. A comunidade chegou a ter mais de mil habitantes. Com a grande seca de 1932, esse número aumentou, pois lá chegaram muitos flagelados. Após a morte de Padre Cícero, muitos nordestinos passaram a considerar o beato José Lourenço como seu sucessor.

Devido a muitos grupos de pessoas começarem a ir para o Caldeirão e deixarem seus trabalhos árduos, pois viam aquela sociedade como um paraíso, os poderosos, a classe dominante, começaram a temer aquilo que consideravam ser uma má influência.
[editar] Balas caindo do céu

Em 1937, sem a proteção de Padre Cícero, que falecera em 1934, a fazenda foi invadida, destruída, e os sertanejos divididos, ressurgindo novamente pela mata em uma nova comunidade, a qual em 11 de maio foi invadida novamente, mas dessa vez por terra e pelo ar, quando aconteceu um grande massacre, com o número oficial de 400 mortos. Foi a primeira ação de extermínio do Exército Brasileiro, e Polícia Militar do Estado do Ceará. Acontecera o primeiro ataque aéreo da história do Brasil. Os familiares e descendentes dos mortos nunca souberam onde encontra-se os corpos, pois o Exército Brasileiro e a Polícia Militar do Ceará nunca informaram o local da vala comum na qual os seguidores do Beato foram enterrados. Presume-se que a vala coletiva encontra-se no Caldeirão ou na Mata dos Cavalos, na Serra do Cruzeiro (região do Cariri). estão fazendo confusão, a santacruz do deserto é no estado do piauí.
[editar] O Beato

José Lourenço fugiu para Pernambuco, onde morreu aos 74 anos, de peste bubônica, tendo sido levado por uma multidão para Juazeiro, onde foi enterrado no cemitério do Socorro.
[editar] Caldeirão hoje
Cartaz do Filme "O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto".

Da época da Irmandade do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, exitem ainda a capela branca, que tem como padroeiro Santo Inácio de Loyola, ao lado da ermida, duas casas, um muro de laje de um velho cemitério, um cruzeiro e no alto as ruínas da residência do beato José Lourenço.

Atualmente, 47 famílias revivem o sonho coletivo de produção idealizado por José Lourenço, num sítio denominado Assentamento 10 de Abril, [1] a 37 km do centro do Crato. No local encontram-se 47 casas, sendo que 44 de alvenaria e uma escola, porém sem ostentar a grandeza atingida pelo então Caldeirão do beato José Lourenço .

As famílias residentes mantém uma horticultura orgânica (couve, coentro, cenoura, macaxeira, alface, pimentão e espinafre estão entre as hortaliças cultivadas) e uma lavoura para auto-abastecimento. Parte dos homens também mantém um produtivo apiário, que contribui para os rendimentos do grupo.

A ONG SOS Direitos Humanos entrou com uma ação civil pública no ano de 2008 na Justiça Federal do Ceará, contra o Governo Federal do Brasil e Governo do Estado do Ceará, requerendo que o Exército Brasileiro:

a) torne público o local da vala comum,
b) realize a exumação dos corpos,
c) identifique as vítimas via exames de DNA,
d) enterre os restos mortais de forma digna,
e) idenize no valor de R$ 500 mil, todos os familiares das vítimas e os remanescentes,
f) inclua na história oficial, à título pedagógico, a história do massacre / chacina / genocídio do Sítio da Santa Cruz do Deserto, ou Sítio Caldeirão.

A pedido do Ministério Público Federal da cidade de Juazeiro do Norte, a ação foi extinta sem julgamento de mérito pelo juiz da 16ª Vara Federal de Juazeiro do Norte. A ONG SOS DIREITOS HUMANOS, inconformada com a decisão, recorreu ao egrégio Tribunal Regional Federal da 5ª Região em Recife Pernambuco, requerendo que a ação seja julgada o mérito porque o crime cometido contra a comunidade do Sítio Caldeirão é de lesa humanidade, e portanto, imprescritível.

A ONG "SOS DIREITOS HUMANOS" no ano de 2009, denunciou o Brasil à OEA - Organização dos Estados Americanos, por crime de desaparecimento forçado de pessoas e para que seja obrigada a informar a localização da vala comum com as 1000 vítimas do Sítio Caldeirão. A entidade considera o sítio Caldeirão como o Araguaia do Ceará, uma vez que os militares mataram 1000 pessoas e após, enterraram em vala comum em lugar desconhecido da mata dos cavalos, em cima da Chapada do Araripe. A ONG está pedindo auxílio à entidades internacionais para que a vala comum seja encontrada, bem como, de geólogos, geofísicos e arqueólogos para identificar a localização da vala comum.

Em 1986 o cineasta Rosemberg Cariry, realizou um documentário rico em depoimentos de sobrevintes do massacre. Caldeirão é um movimento considerado como uma outra Guerra de Canudos.

A Cia. do Tijolo, grupo artístico, apresenta ainda (2010) espetáculo que conta a história do Caldeirão, e exalta também Patativa do Assaré, poeta nascido no nordeste brasileiro.
Notas

↑ (em português) UNESP - Assentamento 10 de Abril em Crato: o sonho de um novo Caldeirão. Página visitada em 30 de Novembro de 2010.

[editar] Fonte bibliográfica

FARIAS, Aírton de. História do Ceará: Dos Índios à Geração Cambeba. Fortaleza; Tropical,1997, ISBN 85-86332-03-8

[editar] Ligações externas

O Povo - Romaria lembra história do Caldeirão. O POVO 22.09.2007.
Aridesa - Massacre de fiéis do Cldeirão faz 70 anos. 30.11.10
Novae - O Caldeirão que o diabo abominou. 30.11.10
Overmundo - O Caldeirão da Santa Cruz do Esquecimento. 30.11.10
Moreira - A tragédia da comunidade camponesa igualitária do sítio caldeirão. 30.11.10
[1] - Fundação Perseu Abramo - O beato Zé Lourenço e o Caldeirão de Santa Cruz do Deserto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caldeir%C3%A3o_de_Santa_Cruz_do_Deserto

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Especial Icó 166 anos: Conheça mais da vida do espírita icoense Vianna de Carvalho


Posted by Yuri Guedes on 01:49 in cearense, Especial Icó 166 anos, homenagem, Icó |

Um exemplo de pessoa de coragem e de luta ao levar ao conhecimento do Brasil sobre o espiritismo. Em escala de importância, atrás apenas de Chico Xavier e de Bezerra de Menezes, no qual este icoense doi admirador e seguidor do seu trabalho.

A importância de seu trabalho foi tanta, que rendeu um livro em sua homengem (Vianna de Carvalho: O Tribuno de Icó), além de ter seu nome associado a trabalhos e centros espíritas (centro Espírita e Creche Vianna de carvalho, na cidade de Balneário Camboriú-SC e Centro Espírita Vianna de Carvalho, em Tabatinga-AM ).

Conheça a história desse importante filho de Icó para o espiritismo no Brasil, através de uma reportagem que o Jornal Diário do Nordeste fez:

"Há 130 anos, nascia Vianna de Carvalho. Cearense, Vianna foi um dos mais intrépidos propagandistas do Espiritismo no Brasil. Admirador de Bezerra de Menezes, em 1895 transferiu-se para o Rio de Janeiro, ao Centro da União Espírita de Propaganda do Brasil, a mesma associação espírita da qual fazia parte o “Médico dos Pobres”.

Mas, quem foi Vianna de Carvalho? Será que os espíritas de sua terra têm noção da importância do seu trabalho na disseminação e afirmação da mensagem espírita por estas plagas?

Como estudioso da História do Espiritismo em nosso Estado, afirmo, sem o receio de cometer injustiça, que Vianna de Carvalho foi o mais importante personagem do Movimento. Possuidor de uma coragem indômita, arrostou preconceitos de todo jaez para que a mensagem espírita fosse difundida.

HISTÓRIA: Manoel Vianna de Carvalho nasceu na cidade Icó, Ceará, a 10 de dezembro de 1874. Em Fortaleza, estudou no Liceu do Ceará. Em 1891, matriculou-se na Escola Militar do Ceará, onde se destacaria pela inteligência. Nesse mesmo ano, juntamente com outros cadetes, conheceu o Espiritismo, organizando na própria escola um grupo de estudos doutrinários.

Em 1894, avultou como poeta participando da fundação do Centro Literário, agremiação dissidente da célebre Padaria Espiritual. No ano de 1895, transferiu-se para o Rio de Janeiro, matriculando-se no Curso Superior da antiga Escola Militar da Praia Vermelha. Passou a freqüentar a “União Espírita de Propaganda do Brasil”.

Ali, Vianna de Carvalho, o mais jovem e o mais ardoroso dos trabalhadores do grupo, ocupava a tribuna, quase todas as noites, perante compacto auditório.

Em 1896 foi transferido para a Escola Militar de Porto Alegre. Procurou, então, alguns confrades e numa casa abandonada, desprovida de mesas e cadeiras, dentro de um terreno baldio no Bairro do Parthenon, começou a divulgar o Espiritismo. Em seguida, fundou um núcleo de estudos.

Ainda em 1896, regressou ao Rio de Janeiro, retomando os trabalhos na “União Espírita de Propaganda do Brasil”, passando a ser requisitado, por causa de suas fenomenais conferências, para todo o Distrito Federal, na época o Estado do Rio.

No ano de 1898, de novo em Porto Alegre, publicou a sua primeira obra literária, intitulada “Facetas”, prefaciada pela poetisa Carmem Dolores, pseudônimo da escritora Emília Bandeira de Melo. O livro mereceu os melhores elogios da crítica. Posteriormente publicou “Coloridos e Modulações”, também muito bem recebido pela Imprensa e pelos homens de letras.


EXÉRCITO - Em 1905, foi transferido para o 8.º Batalhão de Infantaria, em Cuiabá. Naquela cidade fundou o Centro Espírita Cuiabano, em 1906, dotando-o do necessário ao seu bom funcionamento. Em 1907, retornou ao Rio de Janeiro a fim de se matricular no Curso de Engenharia da Escola Militar do Realengo.

Dessa vez realizou uma série de conferências na Federação Espírita Brasileira e no auditório da antiga Associação dos Empregados do Comércio, com platéias cada vez maiores. Foi convidado para conferências em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Em 1910, concluiu o Curso de Engenharia Militar, embarcando para Fortaleza em abril desse mesmo ano.

O Espiritismo no Ceará floresceu na última década do Século XIX, em Fortaleza, quando foi fundado pelo carioca Luiz de França de Almeida e Sá, o Grupo Espírita “Fé e Caridade”. Na virada do século, surgiram mais dois grupos na cidade de Maranguape, o “Verdade e Luz” - que chegou a editar, em 1901, o jornal “Luz e Fé” - e o “Caridade e Luz”, organizado em agosto de 1902.

O grande ímpeto da Doutrina dos Espíritos no Ceará só ocorreu, efetivamente, a partir de 1910, com a chegada de Vianna. Sua estada em Fortaleza, de maio daquele ano até novembro de 1911, foi pródiga de realizações.

Em seguida, promoveu o estudo sistemático de “O Livro dos Espíritos”, efetuando semanalmente conferências nos salões das lojas maçônicas “Amor e Caridade”, “Igualdade” e “Liberdade”.

As conferências tiveram repercussão extraordinária, motivando imediata reação de líderes católicos, os quais, através dos jornais “Cruzeiro do Norte” e “O Bandeirante”, combateram o Espiritismo e seu fiel arauto. Essa campanha insidiosa, em vez de prejudicar, aumentou grandemente o interesse pela doutrina criticada.


FUNDAÇÃO DO CENTRO ESPÍRITA CEARENSE - Entretanto, o corolário do profícuo labor desse filho de Icó, foi a fundação, em junho de 1910, do Centro Espírita Cearense (CEC). A partir de Fortaleza, Vianna de Carvalho sofreria intensa perseguição de influentes membros da Igreja, que passaram a pleitear, junto às autoridades militares, sua transferência. Assim, em novembro de 1911, depois de um ano e seis meses de serviços prestados à Causa, partiu para a Capital Federal.

Em outubro de 1923, regressou a Fortaleza como Chefe interino do Estado Maior da 7ª Região Militar. Aproveitou a oportunidade para rever amigos e realizar conferências no CEC, que então já possuía sede própria, e na Loja Liberdade.

No entanto, sua permanência foi somente de poucos dias. No dia 10 de abril de 1924, voltou, desta feita para assumir as funções de fiscal do 23º Batalhão de Caçadores. Ele permaneceria em Fortaleza até 11 de setembro de 1924. No Rio de Janeiro fundou a “União Espírita Suburbana”.

Foi ele quem, em 1924, levantou a campanha para evangelização das crianças nos centros espíritas, sugerindo a criação das Aulas de Moral Cristã. Em 1926, quando servia em Aracaju, adoeceu gravemente, vitimado por um tipo grave de beribéri.

Diante da gravidade do seu estado de saúde, os médicos resolveram encaminhá-lo para o Hospital de São Sebastião, em Salvador. Às 6h30min da manhã, do dia 13 de outubro de 1926 faleceu, aos 51 anos.
Tags: cearense, Especial Icó 166 anos, homenagem, Icó
http://www.icoenoticia.com/2008/12/especial-ic-166-anos-conhea-mais-da.html

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CASA GRANDE & SENZALA



07/01/2009 - 11h45
Guia abre caminho para leitura de "Casa-Grande e Senzala"; leia capítulo

da Folha Online

Escrito em uma linguagem criativa e inovadora, com métodos de pesquisa pouco ortodoxos e idéias anti-racistas que desafiaram os preconceitos da época, "Casa-Grande e Senzala" (1933) é um grande ensaio de interpretação do Brasil. O primeiro capítulo pode ser lido abaixo.

Livro da Publifolha explica a obra e seu autor, Gilberto Freyre



Por sua importância, o livro é tema de um dos volumes da coleção "Folha Explica", que abre caminhos para a leitura da maior obra brasileira, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, abordando ainda a trajetória controversa e conservadora, irreverente e saudosista do seu autor, Gilberto Freyre (1900-87).

O livro é assinado por Roberto Ventura, que foi professor de teoria literária e literatura comparada na USP (Universidade de São Paulo).

Como o nome indica, a série "Folha Explica" ambiciona explicar os assuntos tratados e fazê-lo em um contexto brasileiro: cada livro oferece ao leitor condições não só para que fique bem informado, mas para que possa refletir sobre o tema, de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país.

Leia abaixo capítulo do livro.

*

Um Livro Controverso

"Casa-Grande & Senzala"
Grande livro que fala
Desta nossa leseira
Brasileira.
Manuel Bandeira

Gilberto Freyre é o mais amado e odiado escritor brasileiro. Casa-Grande & Senzala, seu principal livro, é uma das obras mais polêmicas já publicadas no país. Monteiro Lobato comparou o seu lançamento em 1933 com a fulgurante aparição do cometa Halley nos céus. Jorge Amado saudou o livro como uma revolução, que deslumbrava o país, ao falar dele como nunca se falara antes. O ensaio de Freyre foi aclamado como uma ruptura nos estudos históricos e sociais tanto pelo tema --a formação de uma sociedade agrária, escravocrata e híbrida-- quanto pelas idéias, como a valorização do escravo negro e da cultura afro-brasileira, mas sobretudo pela linguagem, fortemente oral e coloquial, avessa a qualquer ranço acadêmico ou jargão especializado.

Freyre foi endeusado nas décadas de 1930 e 1940 como o descobridor da identidade do país e criador de uma nova auto-imagem do brasileiro, que passava de negativa a positiva, de disfórica a eufórica. Os críticos João Ribeiro e Lúcia Miguel Pereira consideraram o livro definitivo, por alargar os limites da nação e afastar os temores infundados sobre a inferioridade racial de sua população. Para o antropólogo Roquete-Pinto, era uma obra que já nascia clássica, de consulta indispensável para todos aqueles que quisessem entender o país.1

Antes tomado como inferno da depravação sexual e da degeneração étnica, o Brasil se converteu pelas mãos de Gilberto Freyre em paraíso tropical e mestiço, em que se daria a confraternização de raças e culturas oriundas da Europa, África e América. A idéia de uma história em que os conflitos se harmonizam passou a fazer parte do senso comum do brasileiro e da cultura política do país, tendo sido veiculada pelos sucessivos governos a partir dos anos 40. Incorporado por grande parte da população, o mito da "democracia racial" se tornou um obstáculo para o enfrentamento das questões étnicas e sociais e uma barreira para as minorias, como os negros, os índios, as mulheres e os homossexuais, cujos movimentos lutam por identidades diferenciadas e reivindicações específicas.

Freyre se tornou, junto com o romancista Jorge Amado, o escritor brasileiro de maior sucesso internacional, pelo menos até a aparição do esotérico Paulo Coelho no mercado editorial dos anos 90. Tanto Freyre quanto Amado difundiram a imagem do brasileiro bom e sorridente, doce e não-agressivo, que se deixa seduzir pela mulata, cuja sensualidade ardente é glorificada quer em Casa-Grande & Senzala, quer nos romances do escritor baiano, como Gabriela, Cravo e Canela, Tenda dos Milagres, Tereza Batista Cansada de Guerra e Tieta do Agreste, inúmeras vezes reeditados e adaptados para a televisão e o cinema.

Casa-Grande & Senzala é até hoje o ensaio brasileiro mais traduzido, com versões em inglês, francês, espanhol, italiano, alemão e polonês, além de mais de 20 edições no Brasil. Homenageado com colóquios, medalhas e títulos, Freyre é doutor honoris causa pelas universidades de Columbia, Coimbra, Paris, Sussex, Münster, Oxford e Recife. Obteve os prêmios Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, Aspen do Instituto de Estudos Humanísticos dos EUA e La Madonnina da Itália. Foi condecorado pela França, México, Venezuela, Portugal e Espanha e recebeu a Ordem do Império Britânico das mãos da rainha Elizabeth 2ª.

Mas Casa-Grande & Senzala também provocou fortes reações. A obra foi atacada por sua linguagem, tida como vulgar e obscena. Um obscuro escritor mineiro xingou o livro de "pornográfico" devido à referência ao modo brasileiro de defecar. Com o apoio de um colégio religioso do Recife, alguns exemplares foram queimados em praça pública. E o escritor logo provocaria novas controvérsias, ao organizar no Recife, em 1934, o Primeiro Congresso Afro-Brasileiro. Seu interesse pela cultura afro-brasileira lhe valeu a acusação de "subversivo", "comunista" e "soviético", por seus supostos ataques à família brasileira e à moral cristã. Foi hostilizado pela elite pernambucana, à qual era ligado por relações profissionais e políticas e também por laços de parentesco, ao propor à Cooperativa dos Usineiros de Pernambuco o estudo das condições de vida dos trabalhadores rurais. O Dops (Delegacia de Ordem Política e Social) de Pernambuco o fichou em 1935, em companhia dos pintores Di Cavalcanti e Cícero Dias, como "agitador, organizador da Frente Única Sindical, orientadora das greves preparatórias do movimento comunista".

Freyre se opôs ao governo autoritário de Getúlio Vargas e foi presidente da UDN (União Democrática Nacional) em seu estado. Foi preso e espancado em 1942, junto com o pai, devido a um artigo no Diário de Pernambuco em que acusava um beneditino alemão de Olinda de ser racista e pró-nazista. Foi indiciado ao Tribunal de Segurança Nacional em 1945, já no fim do governo Vargas, por ter discursado em manifestação contra a ditadura no Recife, em que a polícia política matou a tiros duas pessoas. Com a redemocratização do país, elegeu-se deputado pela UDN e participou da Assembléia Constituinte e da Câmara dos Deputados, à qual propôs a criação no Recife do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, depois Fundação Joaquim Nabuco, com o objetivo de fazer investigações de caráter rural.

Já sexagenário, assumiu posições polêmicas, que o tornaram maldito por mais de duas décadas para os setores de esquerda. Apoiou o golpe militar de 1964, cujo governo forte via como o restabelecimento de uma ordem patriarcal e hierárquica, destruída pela urbanização e modernização. Conforme observou o jornalista Mario Cesar Carvalho, em artigo na Folha de S.Paulo publicado no centenário de seu nascimento,2 o homem que criou a mitológica imagem de um Brasil tolerante acabou por adotar posições políticas marcadas pela intolerância...

Movido por aquilo que o antropólogo Darcy Ribeiro chamou de "tara direitista", Freyre acusou o reitor da Universidade do Recife de ser conivente com a propaganda comunista e pediu a sua renúncia ao cargo. Tinha exigido antes, em 1963, o afastamento de supostos esquerdistas da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste). E chegou a propor, em 1972, ao senador Filinto Müller, ex-chefe da polícia política de Vargas, um programa para a Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido de sustentação dos militares no poder. Segundo ele, a Arena deveria defender a crescente superação das diferenças raciais no Brasil pela criação de um povo "além-raça". Encantado com a ditadura de Antônio Salazar em Portugal, que ocupou o poder por mais de quatro décadas, de 1928 a 1974, foi conivente com a política colonialista da antiga metrópole na África e na Ásia em nome do "luso-tropicalismo", entendido como a civilização original e maleável criada pelos portugueses em três continentes.

Foi atacado nas décadas de 1960 e 1970 por sociólogos da Universidade de São Paulo, como Florestan Fernandes, Octávio Ianni e Fernando Henrique Cardoso, que criticaram sua visão idílica do passado colonial e a idéia de que se vive em uma "democracia racial", sem conflitos entre brancos e negros. A partir dos anos 80, foi redescoberto por historiadores interessados na história do cotidiano, da sexualidade e da intimidade, que resgataram a sua visão da escravidão.

Voltou a ser valorizado agora como um precursor da virada antropológica e psicológica dos estudos históricos, que se dera a partir da década de 1970 com a terceira geração da escola dos Annales e os representantes da "nova história" francesa, como Fernand Braudel, Georges Duby e Philippe Ariès. Passou a ser elogiado como pioneiro por seu foco nos "novos objetos" e em figuras até então marginais, como o escravo, a mulher, a criança, a arquitetura e os artefatos, os hábitos culturais e as tradições culinárias e alimentares. Os maiores intelectuais do século 20, dentre eles o crítico Roland Barthes e os historiadores Febvre e Braudel, já o tinham aclamado como escritor sensível à matéria palpável e renovador dos estudos históricos e sociais.

Por que Casa-Grande & Senzala e seu autor, Gilberto Freyre, tidos como revolucionários e progressistas nos anos 30 e 40, passaram a ser criticados a partir da década de 1960 como conservadores e reacionários? Como o sociólogo, que os usineiros nordestinos chamaram de "comunista" e de "soviético" nos anos 30, conseguiu se tornar o ideólogo informal do regime militar? De que modo se deu o resgate de sua obra, a partir dos anos 80, como pioneira dos novos rumos da historiografia? São essas as perguntas que este livro procura responder.

1 Os artigos de João Ribeiro, Lúcia Miguel Pereira e Roquete-Pinto se encontram reproduzidos em: Edson Nery da Fonseca (org.), Casa-Grande & Senzala e a Crítica Brasileira de 1933 a 1944. Recife: Ed. de Pernambuco, 1985.
2 Caderno "Mais!", 12 mar. 2000, dossiê "Céu & Inferno de Gilberto Freyre".

*

"Casa-Grande e Senzala"
Autor: Roberto Ventura
Editora: Publifolha
Páginas: 96
Quanto: R$ 17,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u352103.shtml




Livro do Mês
Casa-Grande e Senzala- parte I

Quando Gilberto Freyre publicou Casa-grande e senzala, em 1933, o Brasil vivia um de seus momentos decisivos. A revolução modernizadora – desencadeada em 1930 – transformava a face tradicionalmente rural do país, alterando-lhe não apenas a e estrutura econômica mas também as instituições sociais e políticas. No plano cultural ocorria uma notável efervescência: assimiladas as conquistas estéticas renovadoras da Semana de Arte Moderna, buscava-se agora a discussão da realidade brasileira, cuja ponta do novelo no século XX fora a publicação de Os sertões, em 1902.

Nos meios letrados, sentia-se a necessidade de interpretar o país e suas possibilidades como nação, formando-se então aquilo que Antonio Candido designou como “pré-consciência do subdesenvolvimento”, isto é, uma percepção do atraso e da miséria e que teve como canal mais forte de expressão o romance. Gênero literário normalmente voltado para a crônica do social, tornou-se a espécie predileta de uma geração inteira. Contudo, se o romance dominou o período com os talentos extraordinários de José Lins do Rego, Erico Verissimo, Jorge Amado, Graciliano Ramos, etc., em seu rastro se disseminou outro gênero, o ensaio, que visava a dissecar e refletir aspectos da realidade brasileira de forma direta, sem a mediação dos instrumentos ficcionais.

Um número expressivo de ensaios marca a década de 1930. Produzidos por jovens autores que intentavam abordagens renovadoras de nossos fenômenos históricos, econômicos, sociológicos, educacionais, étnicos, etc. É a década onde avultam as obras de Caio Prado Jr., Nelson Werneck Sodré, Fernando de Azevedo, Roberto Simonsem, Sérgio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil, 1936). Entre todas, a que mais resistiu à passagem do tempo foi sem dúvida Casa-grande e senzala.

Uma visão progressista

A crise dos anos 30 naturalmente não se esgotou na problemática econômica e política. Junto com a corrompida República Velha – manipulada pelos interesses dos cafeicultores – esboroava-se um conjunto de valores e idéias. Assim, o novo ímpeto intelectual revolucionário encontraria em Gilberto Freyre um de seus principais porta-vozes. Filho da oligarquia tradicional de Pernambuco, descendente direta de família de senhores de engenho, pertencia a uma classe em derrocada desde a aparição das usinas. Uma classe que desconfiava tanto do incipiente capitalismo que chegava ao campo quanto da expansão burguesa que acontecia no mundo urbano. Porém, ao identificar-se com a Revolução de 30, esta velha aristocracia rural procurava manter-se mais algum tempo à sombra do poder. Adotava parcialmente o novo sem romper com passado.

Tal dialética impregna Casa-grande e senzala. O traço conservador – quase reacionário – reside na exaltação da figura do senhor patriarcal nordestino. Verdade que o Autor não lhes esconde os vícios, as mazelas morais e a violência: eles mandam nas terras, nos engenhos e nos homens com a mesma ferocidade. Só que Gilberto Freyre vê neles (inclusive por causa de sua brutalidade) o fator fundamental para a implantação de um novo processo civilizatório no país. Não poupa tintas cruéis para descrever os horrores da escravidão, mas afirma que a estrutura escravocrata era ainda melhor que a capitalista. Como diz o historiador Carlos GuilhermeMota: “Freyre oscila entre a saga da oligarquia e o desnudamento da vida interna do estamento ao qual pertence.”

A ambigüidade deste posicionamento felizmente submerge na quantidade de acertos que o texto revela. Em pleno apogeu das teorias racistas que imputavam a negros, índios e mestiços a razão maior do atraso nacional, o Autor celebra o papel essencial das etnias dominadas na formação do país. Chega a afirmar que os negros forma mais importantes para a colonização do que seus donos. Descobre e exalta a força vital dos escravos: sua capacidade de resistência ao meio hostil e suas habilidades técnicas e agrícolas. Isso que hoje nos parece óbvio, era uma heresia em 1933.

Também o índio recebe elogios. Não se trata de um selvagem bronco e incapaz. Ao contrário, em muitos sentidos é superior ao conquistador branco. Na limpeza, por exemplo, enquanto os europeus eram sujos e repulsivos, os nativos chegavam a banhar-se dez vezes ao dia. O sociólogo pernambucano mostra os índios como vítimas, não apenas dos colonizadores, mas também dos jesuítas que teriam praticado uma espécie de extermínio indireto das populações locais.

http://educaterra.terra.com.br/literatura/livrodomes/2003/01/20/001.htm

Casa-Grande & Senzala é um livro escrito pelo autor brasileiro Gilberto Freyre, e publicado em 1 de dezembro de 1933.

Através dele, Freyre destaca a importância da casa grande na formação sociocultural brasileira bem como a da senzala que complementaria a primeira.

Na opinião de Freyre, a própria estrutura arquitetônica da Casa-Grande expressaria o modo de organização social e política que se instaurou no Brasil, qual seja o do patriarcalismo. Isto posto que tal estrutura seria capaz de incorporar os vários elementos que comporiam a propriedade funciária do Brasil colônia. Do mesmo modo, o patriarca da terra era tido como o dono de tudo que nela se encontrasse como escravos, parentes, filhos, esposa, etc. Este domínio se estabelece de maneira a incorporar tais elementos e não de excluí-los. Tal padrão se expressa na Casa-Grande que é capaz de abrigar desde escravos até os filhos do patriarca e suas respectivas famílias.

Neste livro o autor tenta também desmistificar a noção de determinação racial na formação de um povo no que dá maior importância àqueles culturais e ambientais. Com isso refuta a ideia de que no Brasil se teria uma raça inferior dada a miscigenação que aqui se estabeleceu. Antes, aponta para os elementos positivos que perpassam a formação cultural brasileira composta por tal miscigenação (notadamente entre portugueses, índios e negros).
Índice
[esconder]

1 Comentários acerca da obra
2 Críticas
3 Gilberto Freyre sobre as críticas que recebeu
4 Ver também
5 Referências
6 Bibliografia
7 Ligações externas

[editar] Comentários acerca da obra

Entre 1933 e 1942, três grandes livros publicados alimentaram, no dizer de Antônio Cândido, a imaginação dos jovens brasileiros e os estimularam a refletir sobre seu país: Casa-Grande & Senzala (1933), de Gilberto Freyre; Raízes do Brasil (1936) de Sérgio Buarque de Holanda e Formação do Brasil Contemporâneo (1942) de Caio Prado Júnior. Sobre a "composição libérrima" de Casa-Grande & Senzala, atribuindo ao escravo uma importância ímpar e decisiva na formação do ser mais íntimo brasileiro, e a abordagem da vida sexual de forma tão franca, disse, ainda, que os pósteros não fazem ideia de sua força revolucionária e seu impacto libertário da colônia brasileira.
[editar] Críticas

Entretanto, na opinião de outros sociólogos contemporâneos, alguns deles ligados à esquerda do movimento negro e de uma linha mais marxista e menos culturalista, o ideal da miscigenação adquiriria uma nova roupagem na obra “Casa Grande e Senzala”, passando a ser vista como mecanismo de um processo, o qual teria como fim a democracia racial (expressão usada por Gilberto Freyre só muito mais tarde).

Segundo Clóvis Moura, "Gilberto Freyre caracterizou a escravidão no Brasil como composta de senhores bons e escravos submissos". O mito do bom senhor de Freyre seria uma tentativa no sentido de interpretar as contradições do escravismo como simples episódio sem importância, e que não teria o poder de desfazer a harmonia entre exploradores e explorados durante aquele período.

Relata Martiniano J. Silva que a miscigenação é um velhíssimo processo de enriquecimento racial e cultural dos povos, capaz de gerar civilizações, e que ocorre de forma livre e democrática. Afirma que historicamente a miscigenação de raças no Brasil “nunca foi tratada e nunca existiu como um processo livre, espontâneo, e, portanto, natural, de união entre dois povos.” Ao contrário, como reafirma Silva, a dignidade da mulher negra teria sido violentada, atingindo sua honra no âmbito moral e sexual, através de uniões mantidas a força, sob a égide do medo, da insegurança, onde as crianças eram concebidas legalmente sem pai, permanecendo no status de escrava, não havendo assim nenhum enriquecimento racial e cultural de civilização alguma. Conclui dizendo que é preciso que não se confunda a descaracterização de um povo pela violência sexual com a hipótese de uma democracia racial.

O próprio Freyre, na obra em apreço, corrobora essa violência, embora um tanto acanhadamente:«Nenhuma casa-grande do tempo da escravidão quis para si a glória de conservar filhos maricas ou donzelões. O folclore da nossa antiga zona de engenhos de cana e de fazendas de café, quando se refere a rapaz donzelo, é sempre em tom de debique:para levar o maricas ao ridículo. O que sempre se apreciou foi o menino que cedo estivesse metido com raparigas. Raparigueiro, como ainda hoje se diz. Femeeiro. Deflorador de mocinhas. E que não tardasse a emprenhar negras, aumentando o rebanho e o capital paternos»(p.356). Se esse foi sempre o ponto de vista da casa-grande, como responsabilizar-se a negra da senzala pela depravação precoce do menino nos tempos patriarcais? O que a negra da senzala fez foi facilitar a depravação com a sua docilidade de escrava;abrindo as pernas ao primeiro desejo do sinhô-moço. Desejo, não:ordem".

Ou seja, o autor, de forma mais objetiva, não profliga a promiscuidade reinante no período escravocrata.

Mais incisivo é Sergius Gonzaga:"Filhos, quase todos, de senhores de engenho, tinham à disposição o corpo das escravas-tidas como coisas, e assim obrigadas a aceitar o furor sexual dos grandes proprietários e seus descendentes. Algumas delas requintavam a sensualidade, buscando fugir à brutalidade do trabalho servil pelo reconhecimento de um senhor mais generoso".
[editar] Gilberto Freyre sobre as críticas que recebeu

A vida de Gilberto Freyre, após a obra Casa-Grande, passou a ser um eterno explicar-se. Incansavelmente, repetia que não fora criador do mito da democracia racial e que o fato de seus livros terem reconhecido a intensa miscigenação entre as raças no Brasil não significava decerto a ausência de preconceito ou de discriminação. Gilberto Freyre apontou que muitos (inclusive americanos) dizem ser os Estados Unidos uma "democracia exemplar" ao passo que a escravidão e a segregação racial estiveram presentes durante a maior parte da história norte-americana.[1] Exemplo de desabafo contrário à acusação de ter criado a idéia de equilíbrio racial no Brasil pode ser extraída da entrevista realizada com o autor em 15/3/1980. À pergunta: “Até que ponto nós somos uma democracia racial?”, formulada pela jornalista Lêda Rivas, Freyre respondeu:

“(…) Democracia política é relativa. (…). Sempre foi relativa, nunca foi absoluta(…).Democracia plena é uma bela frase (…) de demagogos, que não têm responsabilidade intelectual quando se exprimem sobre assuntos políticos. (…). Os gregos, aclamados como democratas do passado clássico, conciliaram sua democracia com a escravidão. Os Estados Unidos, que foram os continuadores dos gregos como exemplo moderno de democracia no século XVIII, conciliaram essa democracia também com a escravidão. Os suíços, que primaram pela democracia direta, até há pouco não permitiam que mulher votasse. São todos exemplos de democracias consideradas, nas suas expressões mais puras, relativas. (…). O Brasil (…) é o país onde há uma maior aproximação à democracia racial, quer seja no presente ou no passado humano. Eu acho que o brasileiro pode, tranqüilamente, ufanar-se de chegar a este ponto. Mas é um país de democracia racial perfeita, pura? Não, de modo algum. Quando fala em democracia racial, você tem que considerar [que] o problema de classe se mistura tanto ao problema de raça, ao problema de cultura, ao problema de educação. (…) Isolar os exemplos de democracia racial das suas circunstâncias políticas, educacionais, culturais e sociais, é quase impossível. (…). É muito difícil você encontrar no Brasil [negros] que tenham atingido [uma situação igual à dos brancos em certos aspectos...]. Por quê? Porque o erro é de base. Porque depois que o Brasil fez seu festivo e retórico 13 de maio, quem cuidou da educação do negro? Quem cuidou de integrar esse negro liberto à sociedade brasileira? A Igreja? Era inteiramente ausente. A República? Nada. A nova expressão de poder econômico do Brasil, que sucedia ao poder patriarcal agrário, e que era a urbana industrial? De modo algum. De forma que nós estamos hoje, com descendentes de negros marginalizados, por nós próprios. Marginalizados na sua condição social. [...]. Não há pura democracia no Brasil, nem racial, nem social, nem política, mas, repito, aqui existe muito mais aproximação a uma democracia racial do que em qualquer outra parte do mundo”.

E ao prefaciar a obra Religião e Relações Raciais, de René Ribeiro, Gilberto Freyre mais uma vez afirmou:

“Tão extremada é tal interpretação como a dos que pretendam colocar-me entre aqueles sociólogos ou antropólogos apenas líricos para quem não houve jamais entre os portugueses, nem há entre brasileiros, preconceito de raça sob nenhuma forma. O que venho sugerindo é ter sido quase sempre, e continuar a ser, esse preconceito mínimo entre portugueses — desde o contato dos mesmos como os negros e da política de assimilação, do Infante – e brasileiros, quando comparado com as outras formas cruas em vigor entre europeus e entre outros grupos. O que daria ao Brasil o direito de considerar-se avançada democracia étnica como a Suíça se considera — e é considerada — avançada democracia política, a despeito do fato, salientado já por mais de um observador, de haver entre os suíços não raros seguidores de (…) idéias políticas de antidemocracia”.

O fato de não haver se filiado à corrente maniqueísta esposada por alguns dos líderes negros talvez tenha custado muito caro ao sociólogo. Mas a verdade é que Freyre bem conhecia a realidade estadunidense, a tal ponto de não poder associá-la, nem aproximá-la, da realidade brasileira. Usualmente Freyre tecia considerações sobre as diferenças entre o sistema de segregação institucionalizada, operada nos Estados Unidos e o racismo praticado no Brasil. Nesses termos, afirmava:

“Não é que inexista preconceito de raça ou de cor conjugado com o preconceito de classes sociais no Brasil. Existe. Mas ninguém pensaria em ter Igrejas apenas para brancos. Nenhuma pessoa no Brasil pensaria em leis contra os casamentos inter-raciais. Ninguém pensaria em barrar pessoas de cor dos teatros ou áreas residenciais da cidade. Um espírito de fraternidade humana é mais forte entre os brasileiros que o preconceito de raça, cor, classe ou religião. É verdade que a igualdade racial não se tornou absoluta com a abolição da escravidão. (…). Houve preconceito racial entre os brasileiros dos engenhos, houve uma distância social entre o senhor e o escravo, entre os brancos e os negros (…). Mas poucos aristocratas brasileiros eram rígidos sobre a pureza racial, como era a maioria dos aristocratas anglo-americanos do Velho Sul”.[2]
[editar] Ver também

Movimento Mestiço
Movimento Negro

[editar] Referências

↑ http://www.imil.org.br/artigos/a-importancia-de-gilberto-freyre-para-a-construcao-da-nacao-brasileira-parte-ii/
↑ http://www.imil.org.br/artigos/a-importancia-de-gilberto-freyre-para-a-construcao-da-nacao-brasileira-parte-ii/

[editar] Bibliografia

FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. Editora Record, Rio de Janeiro, 1998, cap. IV, 34ª edição, pág. 372.
GONZAGA, Sergius. Manual de Literatura Brasileira. Mercado Aberto, Porto Alegre, 1985, capítulo II, página 16.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Coleção Documentos Brasileiros. Prefácio de Antônio Cândido. Rio de Janeiro:José Olympio, 1987, 19ª edição.
MOURA, Clóvis. Sociologia do Negro Brasileiro. Série Fundamentos. São Paulo:Editora Ática, 1988, pág. 18.
SILVA, Martiniano J. Racismo à Brasileira: Raízes Históricas. 3ª edição. São Paulo:Anita, 1995.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa-Grande_%26_Senzala

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

TORNE-SE UM LAGO


O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
-'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre.
-'Ruim' - disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:

-'Beba um pouco dessa água'. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-'Qual é o gosto?'
-'Bom!' disse o rapaz.
-'Você sente o gosto do sal?' perguntou o Mestre.
-'Não' disse o jovem.

O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:

É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Labirintite: terapia ajuda o organismo a recuperar o equilíbrio corporal


Pessoas que sofrem constantemente com tonturas ou vertigens, sintomas típicos de alguma disfunção do sistema vestibular, como as labirintopatias ou labirintites, como são popularmente conhecidas, já tem à disposição uma terapia eficaz e que pode dispensar o uso de medicamentos: a reabilitação vestibular ou labiríntica.

A terapia que consiste em uma série de exercícios feitos com os olhos, a cabeça, o corpo e manobras, em alguns casos específicos, têm a missão de ‘reeducar’ o organismo a voltar a ter equilíbrio corporal, sendo um dos mais efetivos métodos da atualidade. A fonoaudióloga Carla Marineli explica que através da terapia o sistema é forçado a voltar a funcionar corretamente e, dessa forma, permite que a pessoa pare de ter tonturas ou desequilíbrio corporal.

Especialistas estimam que em mais de 90% dos casos de labirintopatias, os exercícios de reabilitação poderão beneficiar o paciente. A indicação da terapia independe da idade ou da gravidade do problema no labirinto, mas deve ser feita sempre por um profissional especializado, depois do diagnóstico correto da doença e personalizada a cada caso.

Saiba mais
Segundo o médico otorrinolaringologista Magno Peixoto, o labirinto é o órgão que vai detectar os nossos movimentos da cabeça e corpo e mandar sinais para a estrutura central. Lá, os sinais serão processados junto com as informações visuais e de postura corporal para que o espaço seja mapeado. “É desta forma é que estabelecemos o nosso equilíbrio corporal”.

Onde encontrar a reabilitação vestibular ou labiríntica:
OTOS PLASTICLINIC
End: Rua Carolina Sucupira, 1151. Dionísio Torres.
Tel.: (85) 3457.8288

Com informações da jornalista Vanessa Darj

Dica: Agência da Boa Notícia - (fone: 85 3224 5509)
http://www.boanoticia.org.br/noticias_detalhes.asp?Cod=3619